
Mais uma etapa monstruosa neste Giro. Com uma sequência de montanhas nas Dolomitas, a etapa rainha da volta trouxe o que o ciclismo tem de melhor: emoção, suspense e, claro, raça!
O equatoriano Richard Carapaz (Movistar) andou muito e manteve a camisa de líder da competição. Ele ainda teve gás para ajudar seu companheiro Mikel Landa a tentar vencer a etapa e subir no pódio da competição, mas Landa foi surpreendido por Pello Bilbao (Astana) que o bateu nos últimos metros.
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A etapa com quase 200km e 5.500m de desnível começou na belíssima cidade de Treviso, a qual foi o lar do ex-sprinter brasileiro Luciano Pagliarini. Murilo Fischer também morou em Treviso, que é uma cidade que proporciona qualquer tipo de treinamento aos ciclistas. É uma cidade plana e fica a uma hora de carro dos dolomites. Sensacional!
O público prestigiou os ciclistas e deu aquele apoio que só o amor dos italianos pelo esporte pode explicar.

A etapa começou muito agressiva, como era de se esperar, pois se tratava da etapa rainha e com a presença do Cima Coppi, que é o ponto mais alto do Giro, o qual proporciona uma boa premiação em dinheiro, as fugas saíram a mil.
Depois de várias tentativas, Pello Bilbao (Astana) iniciou um forte ataque com mais de 100km para o final. Ele foi acompanhado por Andrey Amador (Movistar), Fausto Masnada (Androni Giocattoli), Damiano Caruso (Bahrain-Merida), Dario Cataldo (Astana), Tanel Kangert (EF Education First), Ilnur Zakarin (Katusha-Alpecin), Amanuel Ghebreigzabhier (Dimension Data), Jai Hindley (Team Sunweb), Eddie Dunbar (Team Ineos), Eros Capecchi (Deceuninck-Quick Step) e Mikel Nieve (Mitchelton-Scott).

Quando o pelotão subia o Cima Coppi, começaram as hostilidades entre os ciclistas da geral. Lopez atacou forte e pegou Nibali e Roglic com as pernas ruins. Ele foi seguido por Landa e Carapaz e os três uniram esforços por um tempo. Todavia, eles foram anulados antes do final da subida.

A Movistar então chamou Andrey Amador que estava na fuga, pelo rádio, para ajudar a matar a fuga do dia. A ideia era que Landa e Carapaz disputassem a vitória da etapa e colocassem mais tempo em Roglic e Nibali. Amador atendeu prontamente e se uniu a Antonio Pedrero, colocando um ritmo monstruoso, cortando vales e subindo encostas a quase 50km/h.
A estratégia da Movistar deu certo, a fuga foi anulada rapidamente, mas Landa foi batido por Bilbao (Astana) que comemorou muito sua vitória, a segunda dele nesse Giro e a terceira da Astana.

A moral da história é que a Movistar e a Astana foram equipes que fizeram grandes trabalhos neste Giro, realizando grandes feitos. O ciclista Miguel Angel “Superman” Lopez, apesar de estar em um grande dia, foi derrubado por um torcedor no pé da subida final. Ele levantou e perdeu a cabeça, saindo nas “vias de fato” com o torcedor, perdendo quase 2 minutos ao final da etapa. Lopez deu adeus ao pódio do Giro e tem chances de perder a camisa branca para Sivakov no crono de amanhã.

Todavia, o acontecimento com Lopez não tira o brilho da atuação da Astana nesse Giro. Esse foi, realmente, o Giro da nova geração!
Amanhã temos o último suspiro desse Giro, um crono de 17km onde muita coisa ainda pode acontecer! Continue nos acompanhando 😉
Momento em que Lopez foi derrubado por um torcedor e saiu no soco:
Qual o sentido de ser Superman sem poder bater em uns idiotas? O que tem de espectador babaca em provas de ciclismo não tá escrito. pic.twitter.com/GT0nELESXX
— Sergio Arenillas 🎗️ (@sergeta) 1 de junho de 2019
Vídeos
Melhores momentos:
Entrevista com o vencedor da etapa Bilbao:
Entrevista com Carapaz:
Entrevista com Lopez:
Entrevista com Landa:
Entrevista com Nibali: