Por Hugo Crnkovic.
Esse assunto é um tanto polêmico entre os praticantes do esporte, ainda nos dias atuais, com tanta informação disponível, existem pessoas que ainda fazem rodízio de correntes. Vamos explicar abaixo a maneira correta de verificar o desgaste e a hora exata de substituí-la.
Todos os fabricantes de correntes adotam como padrão de verificação de desgaste a porcentagem em estiramento (o quanto a corrente se estica). As correntes novas possuem ½ polegada, ou 12,7mm de “elo-á-elo”, com o passar do tempo e uso da corrente, essa medida aumenta, fazendo com que a corrente fique maior que o original de fábrica. Existem ferramentas, facilmente encontradas no mercado (como a da foto abaixo), que podem medir essa porcentagem de estiramento.
As ferramentas que medem a corrente normalmente vem com uma escala de 0% (quando nova) e 0.75% quando necessária a substituição. O que define o quanto uma corrente irá durar não é a quilometragem e sim o peso do ciclista, a região em que ele pedala (mais ou menos subida, região mais úmida) e a manutenção correta da corrente (lubrificação correta). Esses são fatores predominantes para a duração prolongada da corrente.
É impossível dizer que uma corrente tem que ser substituída com 1000km por exemplo, isso varia muito, por isso, o correto é que todos tenham uma ferramenta dessa para controlar o desgaste da corrente.
As pessoas precisam entender que a corrente é peça de substituição e, além dela se esticar com o desgaste, ela cria uma folga lateral grande, prejudicando a regulagem do cambio.
Ainda é preciso alertar que a quebra da corrente acontece, geralmente, quando o ciclista está fazendo força, isto é, nas trilhas podendo, inclusive, levar o ciclista a cair e se machucar.
Hugo Crnkovic
Mecânico Chefe da Bici Store
Hugo possui os seguintes certificados:
Shimano Service Center | Rock Shox | Sram | Avid | Magura | Manitou
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